10.1 C
Gondomar
Sexta-feira, Janeiro 27, 2023

Quem foi Châmoa ou Flâmula Gomes?

Tens de ler

Quem foi Châmoa ou Flâmula Gomes? O grande amor de Afonso Henriques, uma amante que não podia ser rainha ou uma paixão para a vida?

Pouco se sabe de Châmoa ou Flâmula Gomes. Sabe-se que era filha de Gomes Nunes de Pombeiro, conde de Toroñho, antigo condado ou reguengo situado no Sudoeste da Galiza. Pertencia, portanto, à alta nobreza galega e foi chamada a casar com Paio soares da Maia de Pombeiro de quem teve três filhos e de quem enviuvou cedo, entrando para um mosteiro de Vairão.

Sabe-se que foi amante de D.Afonso Henriques com quem teve pelo menos, D. Fernando Afonso. Este foi um guerreiro hábil e chamado à corte desempenhou o cargo de alferes-mor, cargo equivalente ao atual Chefe do Estado-Maior do Exército.

Terá ponderado D. Afonso Henriques casar com ela? Terá mesmo chegado a casar? Os documentos não o comprovam.

Châmoa Gomes não foi a única barregã de D. Afonso Henriques. Outra paixão terá tirado o sono ao nosso monarca. Elvira Gualter poderá segundo alguns autores, ter-lhe dado mais dois filhos ilegítimos.

Segundo José Mattoso, as personagens estão bem identificadas:

E despois [diz o Livro Velho de Linhagens] dona Châmoa meteu-se monja em Vairão e fege em drudaria [união ilegítima] um filho com dom Mem Rodrigues de Togues, e o filho houve nome dom Soeiro Mendes Facha. E essa dona Châmoa fez outro filho em drudaria com el rei dom Afonso de Portugal, e houve nome dom Fernando Afonso, e mataram-no os freires d’Ucclés [ordem de Santiago em Évora]”.

Diogo Freitas do Amaral na biografia do nosso monarca resume a história assim:

Mas tudo leva a crer que as coisas se passaram assim: D. Afonso Henriques, ainda solteiro, viveu em união de facto com Flâmula Gomes, entre 1138 e 1145, e dela teve dois filhos varões depois, em 1146, casou pela Igreja com D. Mafalda de Sabóia e dela teve sete filhos seguidos, até 1158; finalmente, após ter fica do viúvo (com 48 anos), encontrou outra mulher de quem gostou Elvira Gualtar e de quem teve duas filhas. O primeiro Rei de Portugal foi, pois, um homem apaixonado e que viveu com três mulheres diferentes, mas não há provas de que tenha sido promíscuo durante o casamento

Mais sobre este tema pode ser encontrado no livro D. Afonso Henriques biografia, de Diogo Freitas do Amaral do Círculo Leitores e Amantes dos reis de Portugal de Paula Lourenço, Ana Cristina Pereira e Joana Troni, da Esfera dos livros.

Imagem de Enrique Meseguer por Pixabay